A Cadeira Purunã opera no limite do que a madeira permite. Os pés chegam a 2 cm de diâmetro — seção possível porque a espécie é densa o suficiente para suportar o esforço sem negociar forma.
O limite que a madeira permite.

Os montantes traseiros ultrapassam o plano do encosto. O vértice formado acima da corda não é detalhe construtivo da peça — é onde a solução estrutural e a decisão formal coincidem. A geometria em A não foi desenhada sobre o projeto: emergiu dele.
O encosto não tem travessa intermediária. A corda náutica percorre o vão em passagens verticais paralelas, tensionada entre o rail superior e a fixação sob o assento. Não há trama. Há tensão. O plano de apoio das costas é construído por esforço, não preenchido por material.
A ergonomia parte das proporções da The Chair de Hans Wegner e segue outro caminho. Os ângulos são distintos: 97° entre encosto e assento, 86° entre assento e piso. Essa inclinação não é para quem vai trabalhar. A Cadeira Purunã funciona à mesa do jantar e na conversa que se estende depois. Quem senta fica.
A peça foi apresentada pela primeira vez no Mata Atlântica Ecofestival 2024, Campo das Artes, São Luiz do Purunã. Purunã não é conceito. É topônimo.
Produzida artesanalmente
Numerada e certificada pela Oficina Domum.
Personalize a sua
Cadeira Purunã é produzida sob encomenda. Cada peça é numerada e certificada.







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Designer | Arquiteto Artesão
Felipe de Araújo Pereira
Campo Grande
Curitiba, Brasil





