O que nasce da mão, da função e da memória
As peças autorais da Oficina Domum não começam em uma folha em branco.
Elas começam no que está disponível.
No material que existe.
Na função que precisa ser resolvida.
No espaço real onde o móvel vai viver.
Eu não paro para desenhar uma linha idealizada.
Na maioria das vezes, o cliente encomenda — e eu crio.
A função quase sempre define a forma.
Se o material é pesado, busco leveza nas proporções.
Se o uso exige robustez, assumo estrutura.
Se o espaço pede silêncio, simplifico.
Criar, para mim, é um processo de síntese.
Sou arquiteto. Tenho facilidade com abstração, com proporções, com softwares, com leitura espacial. Tenho uma memória visual muito viva — posso ter visto uma forma aos 10 anos e, décadas depois, ela reaparecer transformada, inconscientemente, em uma nova peça.
Nada aqui é genialidade mística.
É repertório.
É observação acumulada.
É senso crítico aplicado.
Minhas criações não buscam ser revolucionárias.
Buscam ser coerentes.
Cada móvel nasce de uma necessidade concreta e de um diálogo honesto entre matéria, função e forma.
É assim que o DNA Autoral da Domum se constrói:
não a partir de ego, mas de intenção.


Banqueta Japandi 2024 – Felipe de Araújo








