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  • A Jornada do Banco Plataforma George Nelson: Uma História de Design e Inovação

    O Banco Plataforma George Nelson não é apenas um móvel, é uma narrativa que atravessa décadas, encapsulando a essência do design modernista e a genialidade de seu criador, George Nelson. Neste artigo, mergulhamos na rica história e no significado por trás deste icônico design, explorando como ele continua a influenciar e a inspirar o mundo do design de interiores.

    A Origem do Design Modernista:

    O movimento modernista do pós-guerra representou uma verdadeira revolução no mundo do design e da arquitetura. Este período, iniciado após o término da Segunda Guerra Mundial, foi um momento de reconstrução e renovação, marcado por um desejo intenso de explorar novas ideias e romper com as tradições estabelecidas.

    Durante esses anos, houve um afastamento deliberado dos estilos ornamentados e complexos que dominaram as eras anteriores. Em seu lugar, emergiu uma preferência por designs que enfatizavam a simplicidade, a clareza de formas e a funcionalidade. Este foi um tempo em que o design se tornou menos sobre a mera estética e mais sobre atender às necessidades práticas e melhorar a vida cotidiana. O design modernista estava alinhado com a ideia de que “menos é mais” e que a beleza pode ser encontrada na simplicidade e na utilidade.

    George Nelson: O Visionário por Trás do Design:

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    Fonte cimmermann.uk

    George Nelson, nascido em 1908, foi um dos pioneiros desse movimento. Sua abordagem ao design refletia uma fusão de criatividade, inovação técnica e pragmatismo. Ele foi particularmente conhecido por seus designs que eram ao mesmo tempo minimalistas em sua estética e altamente funcionais em seu uso. Nelson tinha uma habilidade única para criar peças que eram visualmente atraentes, mas que também atendiam às demandas práticas do mundo pós-guerra.

    A filosofia de Nelson era de que o design deveria ser democrático, acessível a todos, e não apenas uma expressão de luxo ou status. Ele acreditava firmemente que um bom design tem o poder de melhorar a vida das pessoas, uma ideia que era radical na época, mas que se tornou um princípio fundamental no design moderno.

    A Criação do Banco Plataforma:

    O Banco Plataforma, criado por Nelson em 1946, é um exemplo perfeito desses princípios. Foi projetado para ser multifuncional, podendo ser usado como assento, mesa baixa ou base para outros objetos decorativos. O banco combina linhas limpas e uma estrutura simples com uma versatilidade incrível, tornando-o ideal para os espaços modernos. Através de suas criações, como o Banco Plataforma, George Nelson ajudou a definir e a moldar a estética e a função do design moderno, deixando um legado que ainda ressoa no design contemporâneo.

    Design e Materialidade:

    O Banco Plataforma é notável por seu uso de materiais simples, mas duráveis. Construído com madeiras de alta qualidade e um acabamento meticuloso, o banco exemplifica a união de artesanato e design industrial. A estrutura ripada do banco é tanto uma escolha estética quanto funcional, proporcionando resistência e um perfil visualmente leve.

    O Legado do Banco Plataforma:

    Ao longo dos anos, o Banco Plataforma George Nelson se estabeleceu como uma peça-chave no mundo do design de interiores. Sua influência pode ser vista em diversas áreas, desde residências particulares até espaços comerciais. O banco não é apenas uma peça de mobiliário, mas um emblema da era modernista, continuando a inspirar designers e entusiastas do design.

    Conclusão: O Banco Plataforma George Nelson é mais do que um objeto de design; é um pedaço da história, uma obra-prima que resistiu ao teste do tempo. Ele não apenas representa o legado de George Nelson, mas também simboliza uma era de inovação e experimentação no design. Para aqueles que apreciam o design modernista, possuir um Banco Plataforma é ter um fragmento dessa rica história em seu próprio espaço.

    Explore mais sobre o mundo do design e descubra como peças icônicas como o Banco Plataforma George Nelson podem transformar seu espaço. Visite nosso blog regularmente para mais insights e histórias fascinantes do mundo do design de interiores.

  • Mesa de Centro Noguchi: Uma Fusão de Arte e Design no Mobiliário Moderno

    A Mesa de Centro Noguchi não é apenas um móvel, mas uma expressão artística imortalizada no design moderno. Criada por Isamu Noguchi, essa peça icônica representa a harmonia perfeita entre forma e função.

    Nascido em Los Angeles em 1904, de pai japonês e mãe americana, Noguchi viveu no Japão durante sua infância antes de retornar aos Estados Unidos. Ele estudou escultura sob a orientação de Gutzon Borglum e depois em Paris como assistente de Constantin Brancusi, o que teve uma influência significativa em sua abordagem artística. Suas obras abrangem escultura, design de mobiliário e paisagismo, todas marcadas por um estilo que funde influências orientais e ocidentais.

    Isamu NoguchiThe Goodyear Table for A Conger Goodyear Old Westbury New York

    A Mesa de Centro Noguchi, criada em 1947, emergiu como um símbolo do modernismo. Inspirada por uma mesa que Noguchi projetou para A. Conger Goodyear, a mesa combina um tampo de vidro pesado e uma base de madeira esculpida em duas peças idênticas. Este design biomórfico reflete a paixão de Noguchi por formas orgânicas e naturais.

    A mesa é uma peça favorita em coleções de museus de renome mundial, incluindo o Museu de Arte Moderna em Nova York. Sua influência estende-se além dos museus, marcando presença em casas elegantes e escritórios modernos ao redor do mundo.

    A Mesa Noguchi tornou-se um ícone do design de interiores, celebrada tanto por sua estética quanto por sua funcionalidade. Ela continua a ser um ponto focal em diversos estilos de decoração, desde ambientes minimalistas até espaços mais ecléticos.

    A Mesa de Centro Noguchi é mais do que um simples item de mobiliário. Ela é um legado de Isamu Noguchi, uma peça que encapsula sua visão artística e habilidade em criar designs que são, ao mesmo tempo, obras de arte e funcionalmente elegantes.

  • Explorando o Design Icônico: As Cadeiras EA117 e EA119 de Eames e Suas Versões Soft Pad

    No mundo do design de móveis, poucos nomes são tão sinônimos de inovação e estilo atemporal quanto Charles e Ray Eames. Suas criações, especialmente as cadeiras EA117 e EA119, lançadas originalmente em 1958, são verdadeiros ícones do design moderno. Estas cadeiras não são apenas peças de mobiliário; elas representam uma fusão de arte, inovação e conforto. Neste artigo, exploramos a história, o design e as características dessas cadeiras extraordinárias, incluindo suas elegantes versões Soft Pad.

    O Nascimento de um Ícone: As Origens da Cadeira EA117 e Cadeira EA119

    Início Visionário: Charles e Ray Eames e a Inovação na Utilização de Materiais como o Alumínio

    Charles e Ray Eames, um casal pioneiro no design de móveis do século XX, são conhecidos por sua estética inovadora e uso revolucionário de materiais. Eles transformaram o alumínio, predominantemente um material industrial, em um elemento-chave para criar designs elegantes, leves e duráveis. A série Aluminum Group, que inclui as cadeiras EA117 e EA119, é um exemplo perfeito dessa inovação, transformando um material comum em algo extraordinário e abrindo novas fronteiras para o design de móveis.

    Design Revolucionário: A Filosofia de Design dos Eames e Como Ela se Reflete nas Cadeiras EA117 e EA119

    A filosofia de design de Charles e Ray Eames era baseada na ideia de que o bom design deveria ser acessível a todos. Eles criaram peças que não eram apenas esteticamente atraentes, mas também confortáveis e duráveis. As cadeiras EA117 e EA119 refletem esse equilíbrio perfeito entre forma e função. O design ergonômico dessas cadeiras oferece suporte e conforto, incorporando linhas elegantes e uma estrutura de alumínio que reflete a visão dos Eames de que design e conforto podem andar de mãos dadas.

    Design e Ergonomia: Características da EA117 e EA119

    Estética Elegante: A Beleza das Linhas e a Funcionalidade Ergonômica dessas Cadeiras

    As cadeiras EA117 e EA119 são exemplos notáveis de como design pode ser simultaneamente atraente e ergonomicamente eficaz. Com linhas elegantes e fluídas, essas cadeiras foram projetadas para se adaptar ao corpo humano, proporcionando suporte e conforto. O encosto e o assento acompanham a curvatura natural da coluna, promovendo uma postura saudável e conforto para longas horas de uso.

    Variedade de Materiais: A Utilização de Alumínio, Couro e Outros Materiais de Alta Qualidade

    As cadeiras EA117 e EA119 se destacam pela qualidade dos materiais utilizados. O alumínio, escolhido por sua força e leveza, forma a base dessas cadeiras, enquanto o couro e tecidos de alta qualidade oferecem opções de personalização, criando peças tanto esteticamente agradáveis quanto funcionais.

    As Versões Soft Pad: Conforto Elevado

    Evolução do Design: A Introdução das Versões Soft Pad e Suas Características Distintas

    A introdução das versões Soft Pad na série Aluminum Group trouxe uma nova dimensão de conforto e luxo. Lançadas alguns anos após os modelos originais, essas versões mantêm o design icônico, adicionando almofadas acolchoadas que elevam o conforto e introduzem uma sensação de luxo.

    Luxo e Conforto: Como o Acolchoamento Adicional Transforma a Experiência de Sentar

    O acolchoamento adicional nas versões Soft Pad oferece um suporte extra e reduz a fadiga, proporcionando uma experiência de sentar mais acolhedora e relaxante. Ideal para ambientes executivos e residenciais, estas cadeiras combinam conforto, funcionalidade e elegância.

    Legado e Impacto no Design Moderno

    Influência Duradoura: O Impacto das Cadeiras EA117 e EA119 no Design de Interiores

    As cadeiras EA117 e EA119 se destacam pelo seu design ergonômico e uso inteligente de materiais. Elas se tornaram símbolos de modernidade e sofisticação, influenciando designers e arquitetos ao redor do mundo. Sua presença em diferentes ambientes atesta a versatilidade e atemporalidade do design.

    Presença em Espaços Modernos: A Versatilidade das Cadeiras na Decoração Contemporânea

    Essas cadeiras se adaptam a uma variedade de ambientes e estilos de decoração, desde escritórios corporativos a residências. A personalização através da escolha de materiais e cores permite que as cadeiras EA117 e EA119 complementem qualquer espaço, mantendo sua relevância em ambientes contemporâneos.

    Curiosidades e Fatos Interessantes

    Histórias de Design: Anedotas sobre a Criação e Uso das Cadeiras

    As cadeiras EA117 e EA119, originalmente projetadas para um projeto residencial específico, ganharam fama e popularidade, ultrapassando o ambiente para o qual foram criadas. Sua presença em filmes e séries de TV e em ambientes corporativos de prestígio destaca seu status como símbolos de elegância e sucesso.

    Reconhecimento Global: Prêmios e Reconhecimentos

    O trabalho de Charles e Ray Eames, incluindo as cadeiras EA117 e EA119, recebeu reconhecimento global, com prêmios que celebram sua contribuição para a arte e a arquitetura modernas. Seu design continua a ser uma fonte de inspiração e estudo em todo o mundo, destacando-se em exposições e publicações de design.

    Em conclusão, as cadeiras EA117 e EA119, juntamente com suas versões Soft Pad, transcendem a funcionalidade de móveis comuns, tornando-se símbolos do design que ultrapassa as barreiras do tempo. Elas representam a genialidade de Charles e Ray Eames, combinando inovação e estilo, e continuam a influenciar o design de interiores moderno.

    Descubra a coleção de cadeiras de Charles e Ray Eames na Decostore e encontre a peça perfeita para adicionar um toque de elegância e conforto ao seu espaço.

  • Explorando o Gênio do Design de Móveis: Hans J. Wegner

    Se o design de móveis do século XX tivesse que eleger um único visionário, seria o arquiteto dinamarquês Hans J. Wegner. Com uma carreira prolífica e inovadora, Wegner deixou uma marca indelével na história do design, moldando a chamada “Era de Ouro” do moderno design dinamarquês.

    Hans Wegner

    A Jornada Inicial

    Nascido em 1914 em Tønder, Dinamarca, filho de um sapateiro, Wegner mergulhou no mundo da marcenaria aos 14 anos, aprendendo com o renomado mestre marceneiro dinamarquês H. F. Stahlberg. Sua paixão pelo design de móveis o levou a Copenhague, onde frequentou a Escola de Artes e Ofícios de 1936 a 1938, solidificando suas habilidades antes de entrar no mundo como designer de móveis.

    Colaborações Influentes

    O ponto de virada na carreira de Wegner ocorreu em 1938, quando foi abordado pelos arquitetos e designers Arne Jacobsen e Erik Møller para projetar móveis para a Prefeitura de Aarhus. Durante esse período, iniciou uma colaboração vital com o mestre marceneiro Johannes Hansen, desempenhando um papel significativo na introdução de novos designs ao público dinamarquês nas Exposições da Guilda de Marceneiros de Copenhague.

    A Essência do Estilo Dinamarquês

    Wegner, muitas vezes apelidado de “mestre da cadeira,” expressou a essência do estilo dinamarquês como um “processo contínuo de purificação e simplificação.” Seu mantra era reduzir o design ao mais simples possível, incorporando quatro pernas, um assento e encosto combinado com apoio de braços.

    O mobiliário de Hans Wegner une forma e função; em cada design, ele impõe as mais altas exigências em termos de conforto e ergonomia. Para Wegner, uma cadeira não é apenas um móvel, mas uma obra de arte feita para apoiar a forma humana.

    Herança e Reconhecimento

    O legado de Wegner reside na capacidade única de revelar a alma interna das peças de mobiliário por meio de formas exteriores simples e funcionais. Com uma formação sólida como marceneiro, ele integrava técnicas precisas de encaixe com formas requintadas, demonstrando profundo respeito pela madeira e uma curiosidade por materiais naturais.

    Reconhecido como um dos mais renomados designers dinamarqueses, Wegner recebeu inúmeros prêmios de design ao longo de sua carreira, destacando-se o Prêmio Lunning, o Grande Prêmio da Trienal de Milão e a Medalha do Príncipe Eugen da Suécia. Seu impacto é evidente nos principais museus de design do mundo, incluindo o Museu de Arte Moderna de Nova York e o Designmuseum Danmark em Copenhague.

    Hans J. Wegner faleceu na Dinamarca em janeiro de 2007, aos 92 anos, deixando para trás um legado duradouro que continua a inspirar amantes do design globalmente. Suas obras, especialmente as icônicas Cadeira Wishbone, The Chair e Elbow, permanecem em produção, testemunhando a atemporalidade e a influência eterna do seu trabalho.

    Hans Wegner

    Com uma formação como habilidoso marceneiro, Hans Wegner tem uma predileção por integrar a madeira em suas cadeiras e um talento especial para usar as características do material para criar linhas surpreendentes e esculturais. A palavra dinamarquesa para design é “formgivning”, que traduzida literalmente significa “dar forma”. Quando você vê o mobiliário de Hans J. Wegner, começa a compreender o verdadeiro significado da palavra.

  • Cadeira Wishbone: uma obra icônica de Hans J. Wegner

    Você já se perguntou o que faz um mobiliário, como a Cadeira Wishbone, se tornar um clássico do design? 

    Por que mesmo após tantos anos desde sua criação esta cadeira ainda é um objeto de desejo de tantas pessoas? 

    Há um certo mistério por trás dessas criações que tem uma caráter atemporal. Afinal, a chegada de novas tendências sempre traz algo novo que transforma aquilo que é usual em obsoleto. 

    Mas, sempre há aquelas peças que conseguem atravessar gerações. Elas se mantêm firmes, atuais e agregam grande valor estético para os ambientes. 

    Neste artigo, vamos compreender o conceito por trás da cadeira wishbone e falar um pouco sobre a história de seu designer, que por sua excelência ficou conhecido como o “Rei das Cadeiras”. 

    Boa leitura! 

    Cadeira Wishbone CH24: conceitos e características

    Projetada pelo designer Hans J. Wegner, a Cadeira Wishbone se tornou um emblema do design dinamarquês. A fluidez de seus contornos a transformam em uma peça de marcenaria extremamente leve e elegante. 

    Por esse motivo, ela marca presença em projetos de grandes arquitetos ao redor do mundo. A composição de sua estrutura, que é feita de madeira maciça, possui um caráter orgânico. Afinal, seus movimentos curvilíneos trazem um aspecto natural e dinâmico para a peça. 

    Além disso, seu assento realça seu lado artesanal. Para garantir estabilidade, os cordões de fibra de celulose devem ser esticados na pressão correta. 

    Uma das principais inspirações de Wegner ao criar a CH24, como também é conhecida esta cadeira, foram os tronos usados por imperadores da China durante a Dinastia Ming (1368 a 1644).

    Outra curiosidade singular é sobre seu encosto, que lembra uma fúrcula. A fúrcula, bastante famosa por ser considerada o osso da sorte, tem uma bifurcação que lembra a letra Y. 

    Isso explica tanto o nomenclatura wishbone (wish = desejo; bone = ossos), como também “cadeira Y”. Independente da forma como é chamada, a CH24 ainda possui grande popularidade no mundo do design. 

    Um detalhe interessante, ainda sobre seu encosto, é que ele rompe com os modelos tradicionais das cadeiras de jantar do século XIX que costumavam ser rígidas, e com um aspecto mais grosseiro. 

    Conheça agora um pouquinho da história de Hans J. Wegner e como se deu o processo de criação da wishbone

    Hans J. Wegner: o mestre do design dinamarquês

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    Fonte: H Gallery

    Hans J. Wegner, antes de se formar em designer, aprendeu a arte da marcenaria aos 14 anos de idade. Ele tinha um profundo interesse em materiais e formas que agregassem aos móveis um visual leve e orgânico. 

    Na década de 40, Wegner chamou a atenção da empresa de móveis dinamarquesa Carl Hansen & Søn tanto por sua experiência na marcenaria, bem como pelo seu estilo idealista. 

    Foi de uma parceria entre ambos que nasceu a CH24. Contudo, este modelo não agradou muito a princípio devido a complexidade na confecção de alguns de seus detalhes. 

    Foi necessário recorrer a técnicas mais avançadas de produção para conseguir elaborar esta cadeira. A curvatura da barra superior, por exemplo, teve que ser realizada com o método de dobra a vapor. 

    Apesar de todos os desafios, seu grande sucesso comercial compensou todo o esforço! A história e concepção da wishbone nos mostra toda a preocupação que seu criador teve com sua forma, qualidade dos materiais, durabilidade e conforto.

    Em homenagem ao aniversário de Hans J. Wegner, todos os anos a Carl Hansen & Søn faz o lançamento de edições especiais e limitadas do modelo CH24. Em 2020, por exemplo, eles criaram uma versão toda na cor azul marinho.  

    Cadeiras com tanta personalidade são dignas de grandes projetos! 

  • Conheça a história e inspirações da Cadeira Zigzag

    Conheça a história e inspirações da Cadeira Zigzag

    Sem braços ou pernas convencionais, a Cadeira Zigzag é um peça que foge totalmente dos padrões. Seu estilo singular e atraente é uma das criações mais icônicas de Gerrit Rietveld.

    Projetada em 1934, a Zigzag é estruturada com quatro pranchas retangulares de madeira que são dispostas no formato de “Z”. Além disso, dois blocos triangulares são usados para reforçar a base e o assento. 

    Apesar de seu visual nos trazer a recordação de uma cadeira de balanço, ela é bastante estável. Mas, para isso, sua construção deve ser realizada respeitando as angulações de forma muito precisa para não comprometer sua segurança. 

    Atemporal e nada pragmática, esta cadeira conquistou a admiração de muitos artistas, arquitetos e colecionadores. Sem falar das campanhas publicitárias da qual participou. 

    Inclusive, esta peça foi utilizada na decoração de um projeto super inovador dos designers nova-iorquinos Timothy Haynes e Kevin Roberts. Neste projeto, eles usaram a Zigzag para contrastar com cadeiras francesas do século XVIII em uma sala de jantar clássica. 

    Nesse artigo, vamos falar um pouco sobre o designer Gerrit Rietveld, e quais foram as suas principais inspirações ao criar a cadeira Zigzag. 

    Cadeira Zigzag
    Fonte: Luminaire

    Boa leitura! 

    Gerrit Rietveld: arquiteto e designer holandês

    Nascido em 1988 na cidade de Utrecht, no centro dos Países Baixos, Gerrit Rietveld era filho de um fabricante de armários. Por isso, ainda criança ele aprendeu a arte da marcenaria com o seu pai. 

    Formado em arquitetura e designer de interiores, Rietveld trabalhou como desenhista, instrutor de desenho industrial e com produção de móveis. Além disso, em 1917 ele abriu a própria empresa com o objetivo de criar mobiliários inovadores e elegantes. 

    No mesmo ano ele projetou uma de suas obras mais famosas: a cadeira vermelha e azul. A princípio, esta peça possuía as cores originais da madeira, até que Rietveld, inspirado nas pinturas de Piet Mondrian, resolveu pintá-la com as cores primárias. 

    A cadeira vermelha e azul também carrega as características do movimento artístico “De Stijl”, que surgiu na Holanda. Grande representante deste movimento, Rietveld resolveu agregar os princípios do estilo “De Stijl” à um projeto arquitetônico: a Residência Schröder.

    Esta residência, que fica na cidade natal de Gerrit Rietveld, é considerada um verdadeiro ícone da arquitetura moderna e foi tombada como Patrimônio Mundial pela Unesco. 

    Cadeira Zigzag: principais características

    Os fundamentos do movimento “De Stijl” também serviram de inspiração para a elaboração da cadeira Zigzag. A abstração e a geometricidade são dois aspectos muito marcantes deste mobiliário. 

    Seu projeto exigiu de Rietveld vários protótipos e testes, afinal, seu objetivo final era a produção em massa. Apesar de fugir dos padrões, e não possuir um assento acolchoado, esta peça se mostrou bastante confortável e firme.

    A princípio, houve uma tentativa de construir esta cadeira utilizando o aço. Mas, a madeira acabou sendo uma escolha mais adequada. Os veios naturais deste material agregaram ainda mais para a sua estética.

    A linearidade é uma das principais características que atribui a este design minimalista leveza e elegância. 

    Além disso, um detalhe importante é a união em rabo de andorinha entre o encosto e o assento. Esse tipo de encaixe é uma técnica milenar que era utilizada no Antigo Egito, e é caracterizada pela união dos elementos que são entalhados em formato de trapézio. 

    As réplicas do modelo original não utilizam nenhum tipo de parafuso. Além do encaixe citado, são utilizadas cavilhas, que são pinos de madeira, para unir as juntas que são posicionadas em um ângulo de 45°. 

    A versatilidade da Zigzag é um dos seus grandes atrativos. Além do seu uso convencional como cadeira, ela já foi incluída em projetos assumindo outras funções, como apoio de livros e até mesmo como mesinha de cabeceira. 

    Conheça nossa produção da Cadeira Zigzag e apaixone-se por todos os detalhes, desde a precisão das dobras até a suavidade das superfícies, cada detalhe é refinado com um olhar crítico. Os encaixes são ajustados com precisão, garantindo não apenas estabilidade estrutural, mas também uma estética coesa que reflete o compromisso com a perfeição.

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  • Conheça a história e inspirações da Cadeira Zigzag

    Conheça a história e inspirações da Cadeira Zigzag

    Sem braços ou pernas convencionais, a Cadeira Zigzag é um peça que foge totalmente dos padrões. Seu estilo singular e atraente é uma das criações mais icônicas de Gerrit Rietveld.

    Projetada em 1934, a Zigzag é estruturada com quatro pranchas retangulares de madeira que são dispostas no formato de “Z”. Além disso, dois blocos triangulares são usados para reforçar a base e o assento. 

    Apesar de seu visual nos trazer a recordação de uma cadeira de balanço, ela é bastante estável. Mas, para isso, sua construção deve ser realizada respeitando as angulações de forma muito precisa para não comprometer sua segurança. 

    Atemporal e nada pragmática, esta cadeira conquistou a admiração de muitos artistas, arquitetos e colecionadores. Sem falar das campanhas publicitárias da qual participou. 

    Inclusive, esta peça foi utilizada na decoração de um projeto super inovador dos designers nova-iorquinos Timothy Haynes e Kevin Roberts. Neste projeto, eles usaram a Zigzag para contrastar com cadeiras francesas do século XVIII em uma sala de jantar clássica. 

    Nesse artigo, vamos falar um pouco sobre o designer Gerrit Rietveld, e quais foram as suas principais inspirações ao criar a cadeira Zigzag. 

    Cadeira Zigzag
    Fonte: Luminaire

    Boa leitura! 

    Gerrit Rietveld: arquiteto e designer holandês

    Nascido em 1988 na cidade de Utrecht, no centro dos Países Baixos, Gerrit Rietveld era filho de um fabricante de armários. Por isso, ainda criança ele aprendeu a arte da marcenaria com o seu pai. 

    Formado em arquitetura e designer de interiores, Rietveld trabalhou como desenhista, instrutor de desenho industrial e com produção de móveis. Além disso, em 1917 ele abriu a própria empresa com o objetivo de criar mobiliários inovadores e elegantes. 

    No mesmo ano ele projetou uma de suas obras mais famosas: a cadeira vermelha e azul. A princípio, esta peça possuía as cores originais da madeira, até que Rietveld, inspirado nas pinturas de Piet Mondrian, resolveu pintá-la com as cores primárias. 

    A cadeira vermelha e azul também carrega as características do movimento artístico “De Stijl”, que surgiu na Holanda. Grande representante deste movimento, Rietveld resolveu agregar os princípios do estilo “De Stijl” à um projeto arquitetônico: a Residência Schröder.

    Esta residência, que fica na cidade natal de Gerrit Rietveld, é considerada um verdadeiro ícone da arquitetura moderna e foi tombada como Patrimônio Mundial pela Unesco. 

    Cadeira Zigzag: principais características

    Os fundamentos do movimento “De Stijl” também serviram de inspiração para a elaboração da cadeira Zigzag. A abstração e a geometricidade são dois aspectos muito marcantes deste mobiliário. 

    Seu projeto exigiu de Rietveld vários protótipos e testes, afinal, seu objetivo final era a produção em massa. Apesar de fugir dos padrões, e não possuir um assento acolchoado, esta peça se mostrou bastante confortável e firme.

    A princípio, houve uma tentativa de construir esta cadeira utilizando o aço. Mas, a madeira acabou sendo uma escolha mais adequada. Os veios naturais deste material agregaram ainda mais para a sua estética.

    A linearidade é uma das principais características que atribui a este design minimalista leveza e elegância. 

    Além disso, um detalhe importante é a união em rabo de andorinha entre o encosto e o assento. Esse tipo de encaixe é uma técnica milenar que era utilizada no Antigo Egito, e é caracterizada pela união dos elementos que são entalhados em formato de trapézio. 

    As réplicas do modelo original não utilizam nenhum tipo de parafuso. Além do encaixe citado, são utilizadas cavilhas, que são pinos de madeira, para unir as juntas que são posicionadas em um ângulo de 45°. 

    A versatilidade da Zigzag é um dos seus grandes atrativos. Além do seu uso convencional como cadeira, ela já foi incluída em projetos assumindo outras funções, como apoio de livros e até mesmo como mesinha de cabeceira. 

    Conheça nossa produção da Cadeira Zigzag e apaixone-se por todos os detalhes, desde a precisão das dobras até a suavidade das superfícies, cada detalhe é refinado com um olhar crítico. Os encaixes são ajustados com precisão, garantindo não apenas estabilidade estrutural, mas também uma estética coesa que reflete o compromisso com a perfeição.

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  • Cadeira Elbow: um tesouro escondido por quase 50 anos!

    Já pensou descobrir um projeto brilhante que ficou arquivado por quase 50 anos? Este foi o caso da Cadeira Elbow, também conhecida como CH20.

    O dinarmâques Hans J. Wegner, designer responsável por este projeto, resolveu não prosseguir com a sua produção, pois a cadeira Elbow era bastante complexa para as tecnologias disponíveis na década de 50. 

    Isso nos mostra como Wegner era visionário, inovador e sabia criar com perfeição peças totalmente atemporais. Apesar de ter sido projetada em 1956, a cadeira Elbow fez um grande sucesso após ser lançada pela empresa Carl Hansen & Søn em 2005. 

    Inclusive, no mesmo ano em que começou a ser produzida, a CH20 ganhou o Prêmio dos Editores da International Contemporary Furniture Fair (Feira Internacional de Móveis Contemporâneos), que ocorreu na cidade de Nova York. 

    Nesse artigo, vamos falar um pouco sobre os principais fundamentos das criações de Wegner e conhecer as características mais marcantes da cadeira Elbow .

    Boa leitura!

    O essencialismo e funcionalidade das peças de Wegner

    Os designers que prezam pelo minimalismo sempre tem em mente algo em comum: reduzir ao essencial. Ou seja, retirar qualquer detalhe que seja muito supérfluo e não agregue para a funcionalidade da peça. 

    Mas, isso não significa negligenciar a estética. Na verdade, Hans J. Wegner tinha uma grande preocupação em deixar suas criações belas independente do ângulo em que você olhasse!

    O minimalismo também apresenta outro ponto forte: evidenciar as principais características da matéria-prima. No caso das cadeiras de Wegner, a madeira. 

    Por ter aprendido a arte da marcenaria desde jovem, Hans Wegner sempre explorou muito bem as particularidades deste material. Além disso, a madeira lhe possibilitou trazer um caráter orgânico para as peças. 

    Antes de começar o processo de produção de qualquer uma de suas cadeiras, Wegner tinha o costume de testá-las por vários dias para garantir sua funcionalidade, segurança e consertar qualquer defeito em sua estrutura ou design. 

    Isso nos mostra como sua principal preocupação não era só a comercialização, mas sim criar peças únicas e impecáveis. 

    Características da Cadeira Elbow

    Assim como outras criações de Wegner, um dos pontos que ganha grande destaque neste modelo é o apoio das costas. Para garantir durabilidade à peça, utilizou-se o método de dobra a vapor da madeira. 

    Seu formato permite que a pessoa se sente e apoie os cotovelos nas quinas do encosto. Sua largura é outra característica que atribui à Elbow bastante conforto. 

    A estrutura arredondada do encosto também é replicada no assento. Com uma leve curvatura, ele parece flutuar entre as pernas. Mas, esta particularidade só é percebida no modelo original. 

    Há várias réplicas no mercado que alteraram seu design e fizeram seu assento com um tamanho maior e quadrado, tirando seu aspecto de leveza. 

    Além disso, esta modificação no assento acabou alterando também alguns detalhes das pernas. No modelo primário da cadeira Elbow, as pernas tem uma suave abertura, elas não se unem ao assento e tem um formato cilíndrico com as pontas bem arredondadas. 

    Em relação a outros detalhes do acabamento, como o estofado, apesar de alguns modelos terem sido feitos em tecido, a opção do couro a deixou com um aspecto muito mais fino e elegante. 

    Para além de tudo isso, a cadeira Elbow é empilhável. Detalhe que lhe atribui mais alguns pontinhos para o quesito funcionalidade. Mas, não recomendamos que as deixe empilhadas por muito tempo, pois há riscos de danificar o material do assento. 

  • Cadeira The Chair: porque ela ganhou fama de cadeira mais bonita do mundo

    Cadeira The Chair: porque ela ganhou fama de cadeira mais bonita do mundo

    Minimalista e orgânica, a cadeira The Chair fez o design dinarmaquês ganhar fama globalmente e sair na capa da revista Interiors com o título “a cadeira mais bonita do mundo”. 
    Entre tantos outros modelos, ela foi escolhida para compor o cenário do debate presidencial na década de 60 no qual John F. Kennedy participou.

    Apesar de possuir um design “clean”, o que chamou a atenção do público foi o fato dela parecer uma peça única, pois a junção dos seus elementos é praticamente imperceptível. 

    Este detalhe mostra como Hans Wegner, a mente brilhante por trás desta criação, tinha um cuidado extremo ao trabalhar com a madeira, que por sinal era sua grande paixão. 

    Nesse post, vamos falar sobre as características e processo de criação da The Chair, além de contar um pouquinho sobre a história do designer Hans Wegner.

    Boa leitura!

    Cadeira The Chair: parâmetro no mundo do design

    Aquilo que se destaca vira referência! No mundo do cinema, por exemplo, temos grandes nomes que representam bem este mercado, como Al Pacino, Vivien Leigh, Charlie Chaplin

    Na culinária, temos alguns chefes que ganharam reconhecimento mundial por sua excelência, como Auguste Escoffier, Paul Bocuse, Helena Rizzo…

    Já no mundo das cadeiras, a “The Chair” é a grande referência! Afinal, a suavidade de sua composição e a leveza de suas curvas mostram como o design minimalista transmite elegância. 

    Além disso, mobiliários com características mais simplistas que não carregam tantos detalhes são excelentes para compor diferentes tipos de ambientes. 

    Você pode usar a The Chair tanto para suavizar uma decoração mais pesada que tem muitas informações. Ou, utilizá-la para compor um local com design mais limpo que pede por móveis com uma personalidade mais orgânica e suave. 

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    Fonte: The Modern Warehouse

    Processo de criação

    Marcando a fase do modernismo do design, a The Chair surgiu da parceria entre Wegner e Johannes Hansen, que era um fabricante de móveis. 

    A princípio, esta peça se chamava “The Round Chair” (A cadeira redonda) devido a sua modelagem. Mas, após o grande sucesso com a sua aparição televisiva nos Estados Unidos, ela passou a ser conhecida como “The Chair” (A cadeira). 

    Diferente de outros modelos desenhados por Wegner, como a Wishbone que foi inspirada nas cadeiras imperiais chinesas, a The Chair não teve influências de outras culturas.

    Hans Wegner estava focado em construir um mobiliário com design simples e confortável. Por isso, os detalhes com a ornamentação não foram prioridade. Seu objetivo principal era “reduzir” os elementos da cadeira até alcançar aquilo que era essencial. 

    Para isso, foi necessário muito conhecimento dos materiais e técnicas avançadas de marcenaria para construir esta peça escandinava. 

    O designer e marceneiro Hans Wegner

    Nascido em 1914 em Tøder (Dinamarca), Hans Wegner é um dos designers com mais nohall na criação de cadeiras. Afinal, ele é o autor de cerca de 500 peças. 

    Além de aprender marcenaria bem jovem com HF Stahlberg, ele estudou design em Copenhagen, capital da Dinamarca. Apesar de trabalhar em parceria com algumas empresas de móveis, ele abriu seu próprio negócio em 1943. 

    A primazia em focar naquilo que é essencial para uma cadeira ser funcional e confortável foi um dos fatores que fez Wegner se destacar neste mercado.

    O primor de suas peças mostra todo seu conhecimento, experiência e respeito com um dos materiais que ele mais admirava: a madeira. 

    Além disso, ele sempre demonstrou interesse por elementos naturais que pudessem trazer este caráter orgânico para as suas criações. 

    A The Chair, com suas linhas suaves e elegantes, foi um marco importante na construção identitária do design dinamarquês. 

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    Fonte © Poul Petersen/Scanpix 2017
  • Cadeira Cesca de Marcel Breuer: História e Inspirações

    Cadeira Cesca de Marcel Breuer: História e Inspirações

    A Cadeira Cesca, do arquiteto Marcel Breuer, possui um design atemporal que ainda é muito cobiçado por arquitetos e decorados do mundo inteiro, mesmo tendo quase 100 anos desde sua criação.

    Eternizada no design de interiores, a Cadeira Cesca possui grande valor artístico e comercial no mercado. Além disso, ela já marcou presença em obras cinematográficas de grandes cineastas, como Pedro Almodóvar. 

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    Fonte Filme Julieta de Almodovar

    Apesar de não ter sido a primeira cadeira feita de aço tubular de Marcel Breuer, sua estrutura simples, leve e funcional, conquistou a apreciação de vários artistas, designers e marcas de grife ao redor do mundo. 

    As criações de Marcel Breuer, por suas características inovadoras, revolucionárias e modernas, sempre agregaram mais valor e status para o ambiente em que são inseridas. 

    Neste artigo, vamos explicar o contexto no qual foi criada a Cadeira Cesca, contar um pouco sobre as principais inspirações de seu designer, e elucidar o porquê ela é um móvel tão versátil que combina tanto com decorações clássicas, como contemporâneas. 

    Boa leitura! 

    Cadeira Cesca: contexto histórico 

    A revolução industrial proporcionou grandes avanços para a indústria moveleira, principalmente com a mecanização dos processos de produção. 

    O advento desta nova era não só possibilitou a produção em massa, como influenciou nos materiais utilizados para confeccionar os mobiliários.

    Fábricas com tradição na indústria de móveis, como a da família Thonet, começaram a crescer exponencialmente com a produção em escala industrial. 

    A Thonet, que foi a responsável pela fabricação da primeira Cadeira Cesca em 1928, tinha bastante reconhecimento por suas cadeiras de madeira curvada. 

    Seus princípios de criação eram muito semelhantes aos do designer Marcel Breuer, pois eles idealizavam móveis que fossem de produção industrial, mas que parecessem obras de artesãos. 

    Protótipo – Fonte Thonet

    Após a descoberta de um novo tipo de metal, Breuer começou a elaborar sua primeira cadeira de aço tubular conhecida como Wassily. Por sinal, ela foi e ainda é um grande sucesso!

    Dando início a sua revolução no design mobiliário, Breuer apostou no minimalismo e criou outras peças utilizando o mesmo material, como Mesa de Café Laccio, a Mesa Lateral Laccio e a Cadeira Cesca. 

    Confira agora um pouquinho sobre a história deste designer e suas principais inspirações para suas composições. 

    Marcel Breuer: história e inspirações

    Fonte Elle Decor – Heritage Images Getty Images

    Marcel Breuer nasceu na Hungria em 1902. Desde a escola secundária, Breuer se destacava tanto nas disciplinas artísticas, como em exatas.

    Apesar de ter ido para a Áustria após ganhar uma bolsa na Academia de Belas Artes de Viena, Breuer decidiu pouco tempo depois ir para Weimar (Alemanha), pois queria estudar na famosa escola de artes Bauhaus. 

    Lá, ele realizou diversos projetos de carpintaria com a supervisão do arquiteto Walter Gropius, que foi seu parceiro em inúmeros trabalhos posteriormente.

    Após se formar e trabalhar um tempo em Paris com Pierre Chareau, um dos designers mais procurados da França na época, Breuer recebeu o convite para retornar para Bauhaus como professor.

    Foi durante este período que atuou como instrutor que Marcel Breuer concebeu a cadeira Wassily com influências do estilo Stijl. Já a criação da Cadeira Cesca foi após sua saída da Bauhaus.

    Uma curiosidade interessante sobre a escolha do aço tubular para a confecção tanto da Wassily, quanto da Cesca, é que a sua bicicleta foi sua principal fonte de inspiração. 

    Breuer percebeu o caráter atemporal do design das bicicletas, pois sua estrutura permanecia igual mesmo após tantos anos desde sua invenção. 

    Além disso, a maleabilidade do aço tubular possibilitava o tipo de modelagem que Breuer deseja para suas peças. Contudo, o fato deste material não ser nada convencional deixou o designer inseguro em relação a aceitação de suas novas criações. 

    O que ele não esperava é que revolucionaria a indústria de móveis e se tornaria um ícone do design modernista. 

    Características e curiosidades da Cadeira Cesca

    A cadeira cesca representava a junção perfeita entre os processos industriais e as técnicas de artesanato. Afinal, sua estrutura era feita de aço, mas seu assento, encosto e apoio de braços eram feitos de madeira de faia. 

    Um dos motivos pelos quais Breuer decidiu não colocar um estofado no assento foi para manter o visual leve e flutuante. Contudo, após tantos anos, seu modelo já foi reproduzido utilizando diversos tipos de materiais. 

    A palhinha, revestimento de origem europeia com uma trama vazada, está presente em peças cativantes na decoração. Versátil, o material é uma aposta certeira para adicionar frescor e um aspecto natural a diferentes projetos.

    Lucas deoli Freitas – Casa Vogue

    Um fato interessante que não podemos deixar de citar é que o nome desta cadeira é uma homenagem para a filha de Marcel Breuer, que se chamava Francesca. 

    Além disso, um dos primeiros exemplares da Cadeira Cesca, que foi feita na fábrica Thonet em 1928, está exposto no Museum of Modern Art (MoMA) em Nova York

    Como citamos no início deste artigo, seu caráter atemporal faz com que ela permaneça viva no mercado de móveis mesmo depois de tantos anos. 

    Além de se adequar bem tanto em ambientes residenciais, como corporativos, é possível montar diferentes tipos de composição com mesas feitas de materiais como: madeira, mármore, ferro, laca…

    Certamente a Cesca é uma das cadeiras com design moderno que mais apresenta versatilidade em projetos de interiores.