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Felipe de Araújo Pereira

Fundador da Oficina Domum

Felipe não projeta objetos.
Projeta permanência.

Formado em Arquitetura, iniciou sua trajetória em projetos de grande escala — aeroportos, hospitais, datacenters e complexos técnicos com áreas superiores a centenas de milhares de metros quadrados. Ambientes onde fluxo é engenharia, precisão é obrigação e falhas não são toleradas.

No Aeroporto Internacional de Viracopos, foi responsável pelo desenho e desenvolvimento do mobiliário operacional — sistemas de balcões que integram logística, ergonomia, estrutura e operação aeroportuária. Ali compreendeu que arquitetura não é ornamento. É responsabilidade invisível.

Mas desenhar não bastava.

Era necessário executar.

Ao longo dos anos, fundações foram feitas com as próprias mãos. Paredes erguidas. Aço soldado. Madeira nobre transformada. Máquinas industriais desmontadas para corrigir imprecisões. Sistemas digitais estruturados quando era preciso autonomia. CNC dominada quando era necessário fabricar com rigor.

Pensamento e execução nunca estiveram separados.

Técnica e ética tampouco.

A Oficina Domum nasce dessa integração — não como estratégia de mercado, mas como desdobramento natural de uma trajetória construída na prática.

As peças criadas por Felipe não buscam impacto imediato.
Buscam estabilidade formal e estrutural.

São concebidas para atravessar décadas porque partem da lógica construtiva, não da tendência.

Ele constrói a própria casa. Planta árvores na Amazônia, no próprio terreno. Trabalha de pé. Assume responsabilidade integral sobre o que produz.

Não busca volume.

Busca consistência.


Processo

Felipe não parte da ideia abstrata.
Parte da matéria.

Seu processo nasce da escuta da função, da escala e do peso real dos materiais. Se a estrutura exige leveza, resolve com proporção. Se o material é denso, equilibra com desenho. Se a função demanda precisão, a forma responde com rigor.

Na Domum, a forma não antecede a função — emerge dela.

Grande parte das peças nasce sob encomenda. Não como exercício formal, mas como resposta objetiva a uma necessidade concreta. Não há produção especulativa. Há resolução.

O repertório foi construído ao longo de décadas observando sistemas urbanos, estruturas técnicas e mobiliários icônicos. Referências não são citadas — são absorvidas e reorganizadas silenciosamente na lógica de cada novo projeto.

Felipe não reivindica genialidade.

Reivindica coerência.

E é dessa coerência que se sustenta a identidade da Domum.